Por: Cláudia, Daniel Amorim, Fernando e Geovany.
A aula do dia 24 de março foi dotada de algumas diferenças com relação as demais. O assunto continuou sendo interpretação de textos, porém desta vez partimos para um nível de interpretação “mais profundo”, segundo a professora Eliana, encarando, por assim dizer, alguns temas para os quais “não estávamos preparados”. Basicamente músicas com jogos de palavras um tanto polêmicos, e outras ainda com o autor se pondo na pele de personagens nada condizentes com a sua realidade.
A aula do dia 24 de março foi dotada de algumas diferenças com relação as demais. O assunto continuou sendo interpretação de textos, porém desta vez partimos para um nível de interpretação “mais profundo”, segundo a professora Eliana, encarando, por assim dizer, alguns temas para os quais “não estávamos preparados”. Basicamente músicas com jogos de palavras um tanto polêmicos, e outras ainda com o autor se pondo na pele de personagens nada condizentes com a sua realidade.
Mas o diferencial maior consistia numa caixa amplificada instalada na sala especialmente para a aula.
A primeira música analisada foi Segredos (Procuro um amor...), de autoria do Frejat; a letra todos conhecem e a interpretação é a que segue:
“O narrador não é identificado por nome apenas pelas características de um indivíduo obstinado em encontrar um novo amor, diferente dos que até então encontrou; experiente, mostra-se determinado a fazer com que a nova relação seja harmoniosa e bem sucedida. Há quem se arrisque a dizer que esta não será a última busca do tipo por parte do personagem/narrador.”
Apesar de sucinta, vale lembrar que esta interpretação rendeu um elogio da professora. (rsrs... não me aguentei!)
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A segunda música merece um destaque maior pela riqueza , ousadia e habilidade com que o autor brinca com o sentido das palavras. A melodia é carregada de sentimentos quase palpáveis, porém, repetindo as palavras da professora Eliana “numa primeira leitura superficial corre-se o risco de interpretar o texto de uma maneira equivocada!”. O título da música é Explode Coração e a autoria é de Gonzaguinha. Confesso que desconhecia. Segue a letra:
“Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou
O que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou
Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo, rompendo, rasgando, tomando, meu corpo e então eu
Chorando,sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...”
Chorando,sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...”
E a interpretação:
“A letra da música sugere que o narrador trate-se de uma pessoa do sexo feminino envolvida num possível triângulo amoroso (ou relação condenável), cansada de manter a relação em sigilo por vontade do parceiro que a preteria; não é explicito se o narrador decide divulgar a relação ou abrir mão desta, agarrando-se ao orgulho e amor próprio e encarando a frustração; porém fica claro que a situação para ela está insustentável.
Note-se que a personagem do texto é uma mulher e o autor da letra um homem.”
______________________________________________ A terceira música analisada chama-se O Meu Amor, de Chico Buarque de Holanda. Por opção pessoal e por tratar-se de uma música bastante conhecida, dispensamos a postagem da letra. Note-se também que o autor, do sexo masculino, interpreta uma personagem do sexo feminino, ponto de maior relevância dos debates em sala. Segue a interpretação:
“A letra é narrada por uma personagem, também do sexo feminino, que se mostra demasiadamente apaixonada por seu parceiro, com o qual descreve sua relação íntima de maneira um tanto volúvel.”
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Na seqüência foi solicitado que fizéssemos uma reflexão sobre os textos, respondendo as seguintes perguntas:
1- A voz que fala no texto é de uma personagem criada pelo autor. Você sabe como se chama a personagem que fala no texto? Identifique o narrador de cada texto dado.
A resposta está nas três interpretações.
As sensações podem ser definidas como as mais próximas possíveis das que os autores transmitem:
na primeira letra sente-se a presença de uma esperança de se apaixonar (novamente) por uma pessoa com que apostaríamos num relacionamento intenso enquanto existisse;
na segunda letra é quase “palpável” uma dor suprimida no peito do personagem, causada por uma rejeição;
a terceira letra nos faz sentir a malícia de uma paixão vivida, capaz de nos deixar imaturos, volúveis, fúteis.
a terceira letra nos faz sentir a malícia de uma paixão vivida, capaz de nos deixar imaturos, volúveis, fúteis.
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Na seqüência nos foi passado uma série de questões para que com base nestas criássemos um personagem X e elaborássemos um texto, atentando para coerência, elegância, ausência de erros de português, etc., enfim coisas básicas. Segue o texto:
A vida de um computador
Triste a existência de um computador. Você não acha? Deixe-me convencê-lo. Não temos vida propriamente dita, pra começar, nem vontade própria. Precisamos de um nerd seboso que entenda nossa arquitetura e funcionamento para podermos atingir nosso potencial máximo. Normalmente somos usados por leigos para o desenvolvimento de trabalho medíocres e, não raro, para alimentar fantasias imundas do operador em sites impróprios da internet.
Somos supervalorizados no início de nossa “vida”, de maneira que todos ganhem dinheiro com a nossa comercialização. Leitores, dêem destaque a essa palavra: comercialização! Ou seja, não existe sentimento nenhum para conosco até encontrarmos nosso dono, apenas transações comerciais. Destaque-se também essa palavra: dono! Durante toda nossa existência útil constituímos um bem como outro qualquer.
Somos substituídos por alguém superior a nós após alguns anos de uso. Sem comentários, destaque-se também estas duas palavras: uso e substituídos! Quando não substituídos por completo nossas peças internas são trocadas por outras melhores com a justificativa, que não nos é informada, de que as antigas não estão mais com bom desempenho. Apenas os dados, medíocres, em que trabalhamos são salvos para serem USADOS em outra máquina.
Enfim, você pode achar meus argumentos fracos, e exceto o descarte, tudo o mais gira em prol de nosso melhoramento. Além do mais somos equipamentos criados pelo homem e, se com os animais, criaturas de Deus, os humanos comentem atrocidades semelhantes, conosco isso seria mais que aceitável. Porém, nós somos computadores, as máquinas mais perfeitas, com a estrutura mais complexa e mais próximas a inteligência humana. Portanto merecemos mais respeito e tratamento mais digno.
Com a velocidade que estamos evoluindo, graças a esforços humanos é verdade, e com a autonomia que estamos adquirindo, chegará um dia em que esse quadro será revertido, e os humanos dependerão das máquinas para funcionarem tanto quanto, ou mais, do que nós dependemos deles hoje. Porém, como esse dia ainda não chegou , saio de sena hoje dando espaço para um computador mais potente.


